A ginecomastia pode permanecer mesmo em homens que treinam regularmente, porque a musculação desenvolve o músculo peitoral, mas não elimina o tecido glandular mamário. Quando essa glândula continua causando volume ou projeção no peito, a cirurgia de ginecomastia pode ser indicada para retirar o tecido glandular e tratar o contorno da região peitoral.
Para o homem que treina, está com o peso controlado e continua incomodado com o peito, a avaliação com um cirurgião plástico permite definir como a cirurgia pode ser realizada.
Por que a academia não elimina a ginecomastia?
A musculação trabalha o músculo peitoral.
A ginecomastia, entretanto, está relacionada ao desenvolvimento do tecido mamário masculino, localizado em outro plano.
Por isso, é possível fortalecer bastante o peitoral e continuar percebendo volume principalmente na região próxima às aréolas.
Quando também existe gordura localizada, emagrecer pode diminuir parte do volume, mas o componente glandular pode permanecer.
Nesses casos, continuar aumentando os treinos de peito não necessariamente modifica aquilo que está causando o incômodo.
Quando a cirurgia de ginecomastia pode ser indicada?
A cirurgia pode ser considerada quando existe tecido glandular aumentado e o quadro permanece causando incômodo ao paciente.
Na avaliação, o cirurgião observa principalmente:
- quantidade e localização da glândula;
- presença de gordura associada;
- projeção das aréolas;
- simetria do tórax;
- qualidade da pele;
- presença de excesso de pele;
- desenvolvimento da musculatura peitoral.
Essas características ajudam a definir como será realizada a cirurgia de ginecomastia.
Como é feita a cirurgia de ginecomastia?
Não existe uma única técnica para todos os pacientes.
Quando o principal componente é glandular, pode ser realizada a retirada da glândula mamária por meio de uma incisão planejada próxima à aréola.
Quando existe gordura localizada associada, a lipoaspiração pode ser realizada junto com a retirada da glândula para tratar o contorno do tórax.
Portanto, em muitos homens, a cirurgia combina duas abordagens:
retirada da glândula + lipoaspiração da região peitoral.
A necessidade de cada técnica é definida durante a avaliação.
Quem treina pode fazer cirurgia de ginecomastia?
Sim. O fato de praticar musculação não impede a realização da cirurgia.
Na verdade, homens que treinam regularmente podem perceber a ginecomastia com maior clareza justamente porque a musculatura peitoral se desenvolve enquanto o tecido glandular permanece.
Nesses pacientes, o planejamento precisa considerar a anatomia do peitoral e a distribuição da gordura ao redor da região.
O objetivo da cirurgia não é criar musculatura, mas tratar os tecidos responsáveis pelo aumento mamário.
A glândula precisa ser retirada?
Quando o volume está relacionado ao tecido glandular, a retirada da glândula pode fazer parte da cirurgia.
A quantidade de tecido a ser tratada é definida de acordo com a anatomia de cada paciente.
Por isso, a cirurgia não deve ser planejada apenas a partir de fotos ou do tamanho aparente do peito.
O exame físico é importante para entender como o tecido está distribuído e qual abordagem pode ser utilizada.
É possível fazer apenas lipoaspiração?
Depende da composição do volume.
A lipoaspiração atua sobre a gordura, mas não substitui a retirada da glândula quando existe tecido glandular que precisa ser tratado.
Se gordura e glândula estiverem presentes, as técnicas podem ser associadas na mesma cirurgia.
Essa é uma das razões pelas quais o planejamento da ginecomastia precisa ser individualizado.
Como ficam as cicatrizes da cirurgia?
A cicatriz depende da técnica utilizada.
Quando é necessária a retirada da glândula, uma das possibilidades é posicionar a incisão junto à transição da aréola.
A lipoaspiração utiliza pequenas incisões para a introdução das cânulas.
Nos casos em que existe excesso significativo de pele, podem ser necessárias incisões adicionais.
Antes da cirurgia, o paciente deve saber exatamente quais cicatrizes estão previstas para o seu caso.
Quanto tempo vou precisar ficar sem academia?
Essa costuma ser uma das principais preocupações de homens que treinam regularmente.
Depois da cirurgia, é necessário um período sem musculação e atividades que provoquem esforço sobre a região operada.
A retomada acontece progressivamente e depende da técnica realizada e da evolução pós-operatória.
Treinos envolvendo diretamente peito, braços e cargas precisam aguardar a liberação do cirurgião.
Por isso, se a academia faz parte da sua rotina, o período de recuperação deve ser considerado antes mesmo de escolher a data da cirurgia.
Posso perder massa muscular durante a recuperação?
A interrupção temporária dos treinos preocupa principalmente pacientes que mantêm uma rotina frequente de musculação.
Entretanto, o período sem exercício faz parte da recuperação e não deve ser encurtado apenas para retornar mais rapidamente à academia.
Na consulta, é importante conversar sobre sua rotina de treinamento para entender como será a interrupção e a retomada gradual das atividades.
Quando procurar um cirurgião plástico para operar ginecomastia?
Se você já sabe que tem ginecomastia, treina e o volume do peito continua causando incômodo, a consulta com um cirurgião plástico permite avançar da dúvida sobre o problema para o planejamento da cirurgia.
Nesse momento, algumas das principais questões passam a ser:
- preciso retirar a glândula?
- será necessário associar lipoaspiração?
- onde ficarão as cicatrizes?
- como ficará minha rotina de trabalho?
- quanto tempo ficarei sem musculação?
- como será o pós-operatório?
- quando a cirurgia poderá ser realizada?
São perguntas de quem já não está apenas pesquisando o que é ginecomastia, mas considerando tratá-la cirurgicamente.
Cirurgia de ginecomastia: qual é o próximo passo?
Se a ginecomastia permanece mesmo com academia e você está considerando realizar a cirurgia, o próximo passo é definir qual abordagem pode ser indicada para o seu tórax.
Na consulta em São Paulo, o Dr. Guilherme Guardia Mattar avalia a quantidade de tecido glandular, a presença de gordura, a qualidade da pele, a musculatura peitoral e possíveis assimetrias.